PT-ABM-COLJOR-168-18990513P01
Manuel Rodrigues Gaspar
(1827-1900)
Nasceu na freguesia de São Pedro, a 20 de novembro de 1827, filho de Gaspar José Rodrigues, natural de São Salvador, Bispado de Coimbra, e de Filipa de Jesus, natural do Arco da Calheta. Casou-se com Maria Augusta (1824-1915), a 26 de junho de 1853, na
paróquia de São Pedro.
O casal gerou sete filhos e uma filha: Luís Rodrigues Gaspar (1854-?), Manuel Rodrigues Gaspar Júnior (1858-1899), José Rodrigues Gaspar (1860-?), Eduardo Rodrigues Gaspar (1862-1867), Virgínia (1864-1865), Alfredo Rodrigues Gaspar (1865-1938), Carlos
Rodrigues Gaspar (1869-1871) e Francisco (1871-1873).
Começou a aprendizagem de marceneiro em 1845, cedo revelando aptidão para este ofício. Em 1852, estabeleceu oficina na rua da Imperatriz D. Amélia, n.º 125.
Poucos anos depois foi premiado com a medalha de prata na Exposição Industrial do Porto de 1861, e com uma menção honrosa na Exposição Universal de Paris de 1867, pelas «caixas de madeira embutidas».
Nove anos após a sua última presença em grandes certames, Manuel Gaspar envia para a Exposição Universal de Filadélfia de 1876, uma pequena mesa de jogo com relevos e embutidos representando costumes da ilha da Madeira. Em 1893, figurou numa exposição,
no edifício dos Jerónimos, em Lisboa, com seis novos modelos de parquets de diferentes madeiras.
Além da dedicação ao seu ofício, empenhou-se no associativismo. Contribuiu para a afirmação da Associação de Beneficência do Funchal. Desempenhou o cargo de vice-presidente do Grémio Literário e Recreativo dos Artistas Funchalenses.
Desde 1870 e por alguns anos foi regedor da paróquia de S. Pedro.
Foi proprietário e fundador do semanário A Voz do Operário, de 2 de abril até 7 de outubro de 1899.
Manuel Rodrigues Gaspar morreu a 26 de maio de 1900, com 72 anos de idade.
A sua oficina continuou a funcionar sob a orientação do seu neto, o Dr. Luís Rodrigues Gaspar Júnior (1871-1944).
Em fevereiro de 1901, saiu para Lourenço Marques uma encomenda de parquets para a sala de receção do governador daquele distrito. O desenho foi da responsabilidade de Cândido Pereira, professor da escola industrial




